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Mirando os EUA?

Nissan prevê carros chineses fabricados na América do Norte em breve

Executivo da montadora japonesa afirma que novas fábricas vão acirrar a disputa; Nissan planeja cortar custos e importar veículos da própria China

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Nissan
Nissan Foto: Divulgação

Fabricantes de automóveis da China devem instalar fábricas no México nos próximos três anos. A previsão é de Christian Meunier, presidente da Nissan para as Américas, que alerta para o acirramento da concorrência no continente.

Segundo o executivo, a Nissan já tem um plano agressivo para o México, focado na redução de custos para competir com as marcas chinesas quando elas iniciarem a produção local. "Isso provavelmente acontecerá nos próximos dois a três anos, então precisamos estar prontos", afirmou Meunier durante um evento na sede da empresa em Yokohama, no Japão.

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Atualmente, os carros chineses vendidos no México são afetados por uma tarifa de 50%. A produção local eliminaria essa barreira, pressionando os preços para baixo e forçando as marcas tradicionais a se tornarem mais competitivas.

"A competitividade de custos será a regra do jogo nos próximos cinco anos", declarou Meunier. Ele admitiu que a estrutura de custos e suprimentos da Nissan hoje "não é boa o suficiente para competir diretamente com as BYDs deste mundo".

A estratégia da Nissan

Nissan Frontier Pro
Nissan Frontier Pro foi desenvolvida pela marca em parceria com fabricantes chinesas e chegará ao Brasil em breve Foto: Divulgação/Nissan

Para enfrentar o avanço chinês, a Nissan planeja importar para o México modelos que a própria empresa produz na China. A picape Frontier Pro está sendo lançada no país e sua disponibilidade será expandida para a América Latina ainda este ano. O sedã elétrico N7 também chegará à região vindo da China.

"Estamos aproveitando a oportunidade de ter um produto desenvolvido na China para competir com fabricantes chineses na América Latina, porque é claramente uma invasão grande e rápida que está acontecendo", explicou Meunier.

O alerta do executivo da Nissan ocorre poucas semanas após o CEO da Hyundai, Jose Munoz, manifestar preocupação com a possível disrupção do mercado norte-americano. Munoz citou o exemplo da Europa, onde um em cada dez carros vendidos já é de origem chinesa.

Nos Estados Unidos, altas tarifas mantêm os veículos chineses afastados, e senadores buscam uma legislação para bani-los permanentemente. Ao mesmo tempo, o ex-presidente Donald Trump afirmou que está aberto à ideia de que marcas chinesas instalem fábricas em território americano.

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