A Mercedes-Benz enfrenta uma crescente competição de montadoras chinesas, o que a pressiona a aumentar a produtividade e cortar custos em suas operações na Alemanha. A situação pode levar a marca a fechar fábricas locais, um movimento que seria controverso para a empresa centenária.
Michael Schiebe, chefe de produção da Mercedes, afirmou a trabalhadores na unidade de Sindelfingen que o "objetivo claro é manter todas as nossas localidades alemãs". No entanto, ele apresentou uma condição: "Se não formos capazes de fazer isso, teremos que fechar uma fábrica de montagem alemã e uma fábrica de powertrain alemã".
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Para evitar os fechamentos, a Mercedes precisa chegar a um acordo sobre novas medidas de custo com o sindicato IG Metall, que representa milhares de funcionários. A empresa também confirmou em comunicado que necessita de "condições estruturais que impulsionem a produtividade na Alemanha".
Sindicato reage
A possibilidade de fechamento de duas fábricas não foi bem recebida pelos representantes do IG Metall. "Ameaçar o fechamento de fábricas não é maneira de moldar o futuro", declarou o sindicato.
A entidade afirmou que quem recorre a tais ameaças deve esperar uma resistência determinada. "Se a diretoria acredita que pode pressionar os funcionários com o ultimato de 'concessões ou fechamento de fábricas', nossa resposta é um claro 'não sob nossa vigilância'", completou o sindicato.
Schiebe não indicou quais das sete fábricas de powertrain e três de montagem de veículos na Alemanha estão sob ameaça. A situação da Mercedes-Benz é semelhante à enfrentada pela Volkswagen, que, segundo um relatório recente, considera o fechamento de quatro fábricas alemãs entre 2031 e 2034.
Avanço da China e perdas financeiras
Ambas as marcas foram impactadas pela competição de fabricantes de carros chineses, como BYD, Geely, GAC e Changan. Os veículos dessas empresas frequentemente têm preços significativamente mais baixos que os dos concorrentes europeus.
No segundo trimestre, as vendas da Mercedes na China caíram 30%, e a empresa registrou uma perda de US$ 800 milhões no mercado. Além disso, os custos com tarifas afetaram os resultados. Apenas em 2025, a montadora sofreu um impacto de US$ 1,1 bilhão devido a tarifas dos Estados Unidos.
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