O governo federal avalia aumentar a participação de biocombustíveis na matriz energética brasileira, com a possibilidade de elevar a mistura de etanol na gasolina para até 35% e de biodiesel no diesel para até 25%. A medida faz parte de discussões recentes para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e conter oscilações de preços.
Atualmente, a gasolina vendida no Brasil já contém 30% de etanol anidro, enquanto o diesel tem 15% de biodiesel na composição. Esses percentuais foram definidos em 2025 e passaram a valer nacionalmente como parte da política energética do país.
A proposta de avanço nos teores ainda está em fase de estudos técnicos e não foi implementada. No caso do etanol, a ideia de chegar a 35% já vinha sendo debatida dentro do projeto “Combustível do Futuro”, que condiciona a mudança à viabilidade técnica e à adaptação da frota nacional.
Para o diesel, o cenário também é gradual. O governo e o setor avaliam aumentos progressivos na mistura de biodiesel — atualmente em 15% — com possibilidade de chegar a patamares mais elevados, como 20% ou até 25% nos próximos anos, desde que haja garantia de desempenho dos motores e oferta suficiente do biocombustível.
Além da questão ambiental, a ampliação do uso de etanol e biodiesel é vista como estratégica para reduzir a exposição do Brasil às variações do preço do petróleo no mercado internacional, já que parte maior do consumo passaria a ser atendida por produção doméstica.
Por enquanto, porém, não há decisão definitiva. Qualquer mudança depende de testes técnicos, aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e adaptação da indústria automotiva antes de chegar aos postos.
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