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RECUPERAÇÃO

Aston Martin reduz prejuízo e recebe R$ 341 milhões de Stroll

A melhora foi impulsionada por medidas de redução de custos — incluindo cortes de cerca de 20% da força de trabalho

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Valhalla é o mais novo supercarro da Aston Martin e traz motorização híbrida plug-in
Valhalla é o mais novo supercarro da Aston Martin e traz motorização híbrida plug-in Foto: Divulgação/Aston Martin

A montadora britânica Aston Martin apresentou um prejuízo menor no primeiro trimestre de 2026 e anunciou um novo aporte de £50 milhões (cerca de R$ 341 milhões) liderado por seu principal acionista, Lawrence Stroll, em meio a esforços para estabilizar suas finanças.

De acordo com a Reuters, o prejuízo operacional ajustado da companhia somou £56,9 milhões no período, desempenho melhor que o esperado pelo mercado. A melhora foi impulsionada por medidas de redução de custos — incluindo cortes de cerca de 20% da força de trabalho — e pela forte demanda por modelos de alto valor, como o supercarro híbrido Valhalla.

O novo financiamento foi estruturado por meio de um consórcio ligado a Stroll, conhecido como Yew Tree, e também contou com recursos provenientes da venda de direitos ligados à marca na Fórmula 1. Com isso, a liquidez da empresa deve alcançar cerca de £230 milhões ao fim do trimestre.

Aston Martin Valour é o caro mais carro à venda no Brasil
Aston Martin Valour é o caro mais carro à venda no Brasil Foto: Divulgação

Desde que assumiu o controle da companhia em 2020, Stroll já investiu aproximadamente £600 milhões e detém cerca de 33% das ações. O movimento reforça o apoio do investidor em um momento em que a montadora ainda enfrenta dificuldades estruturais, como alta queima de caixa, tarifas nos Estados Unidos e demanda fraca na China.

Apesar dos desafios, a Aston Martin manteve sua projeção para o ano, indicando expectativa de melhora gradual ao longo de 2026. Analistas estimam que o prejuízo anual ajustado possa cair significativamente em relação ao ano anterior.

No mercado, as ações reagiram positivamente ao anúncio, com alta de cerca de 6% em Londres, ainda que permaneçam muito abaixo dos níveis observados no lançamento da empresa na bolsa, em 2018.

A companhia também afirmou que, até o momento, não sofreu impactos diretos do conflito no Oriente Médio, mas segue monitorando possíveis efeitos sobre a demanda e cadeias de suprimento globais.